Carraças em cães: riscos, doenças e como proteger o seu animal na primavera
Introdução
O Max adora passear no campo. Num dia de março, depois de um passeio habitual, o tutor encontra uma pequena “bolinha” presa na pele — uma carraça.
Apesar de parecer algo simples, este é um problema que merece atenção. Com a chegada da primavera em Portugal, aumenta significativamente a atividade destes parasitas, que podem transmitir doenças graves aos cães.
O problema: carraças no cão
As carraças são parasitas externos que se alimentam do sangue dos animais. Fixam-se na pele e podem passar despercebidas durante vários dias.
Além do desconforto, representam um risco importante porque podem transmitir doenças infecciosas.
Doenças mais comuns transmitidas por carraças
Em Portugal, as principais doenças associadas a carraças incluem:
Erliquiose
- Afeta o sistema imunitário
- Pode causar febre, apatia, perda de apetite e hemorragias
Babesiose
- Ataca os glóbulos vermelhos
- Pode provocar anemia, fraqueza e urina escura
Doença de Lyme (menos comum em Portugal, mas possível)
- Pode causar problemas articulares e febre
Estas doenças podem evoluir de forma silenciosa, tornando o diagnóstico precoce essencial.
Porque é que o risco aumenta em março?
Com a subida das temperaturas e o aumento da humidade, cria-se o ambiente ideal para a atividade das carraças.
Em Portugal, a época crítica começa na primavera e pode prolongar-se até ao outono.
Cães que frequentam:
- zonas rurais
- parques
- jardins com vegetação alta
têm maior probabilidade de contacto com estes parasitas.
Diagnóstico
Se houver suspeita de doença transmitida por carraças, o médico veterinário pode recorrer a:
- Exame clínico
- Análises de sangue
- Testes específicos para doenças transmitidas por vetores
Quanto mais cedo for identificado o problema, melhor o prognóstico.
O que fazer se encontrar uma carraça?
Se encontrar uma carraça no seu cão:
- Remova-a com cuidado (idealmente com pinça própria)
- Evite esmagar ou puxar de forma brusca
- Desinfete a zona
- Vigie sinais nas semanas seguintes
Em caso de dúvida, procure sempre apoio veterinário.
Prevenção: a melhor proteção
A prevenção é fundamental e deve ser contínua:
- Pipetas, coleiras ou comprimidos antiparasitários
- Inspeção regular do pelo após passeios
- Manutenção de espaços exteriores limpos
- Consultas regulares no veterinário
Conclusão
O caso do Max é mais comum do que parece — e facilmente prevenível.
As carraças não são apenas um incómodo: podem transmitir doenças sérias. Com prevenção adequada e vigilância, é possível proteger o seu cão durante toda a época de risco.
Já encontrou alguma carraça no seu cão? Sabe qual o método de proteção que utiliza?
No Hospital Veterinário de Lisboa, ajudamos a escolher a melhor estratégia de prevenção para cada animal.






